Quanto cobrar como eletricista
A maior parte dos eletricistas autônomos define preço olhando para o que o vizinho cobra ou para a cara do cliente. O problema não é a falta de coragem para pedir mais: é não saber quanto o serviço realmente custa.
Grátis, sem cadastro, leva dois minutos.
Existem três custos que quase sempre somem da conta. O primeiro é o deslocamento: a ida, a volta, o combustível e o tempo parado no trânsito. Uma visita de 40 minutos que exige uma hora e meia de estrada não é um serviço de 40 minutos.
O segundo é o tempo de compra. Passar na loja de material, escolher o cabo certo, pegar fila no caixa — isso é tempo de trabalho e alguém está pagando por ele. Quando não está no orçamento, quem paga é você.
O terceiro é a garantia. Se o chuveiro que você instalou apresentar problema em duas semanas, você volta. Essa volta precisa já estar embutida no preço de hoje, porque não vai ter um segundo pagamento.
Só depois de somar tudo isso faz sentido pensar em lucro. E aqui mora a confusão mais cara da profissão: o valor que você quer receber pela sua hora não é lucro, é o seu salário. Lucro é o que sobra depois de pagar o material, o deslocamento, o ajudante e você mesmo. Se sobrou zero, você trabalhou sem lucro — mesmo tendo recebido pela hora.
Um exemplo
| Material | R$ 180,00 |
| Deslocamento | R$ 40,00 |
| Seu tempo (2h a R$ 70/h) | R$ 140,00 |
| Custo total | R$ 360,00 |
Os valores acima são um exemplo para mostrar a conta. Os seus custos são outros — é isso que a calculadora resolve.
Perguntas frequentes
Pare de cobrar no chute.
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